Gerenciamento Comportamental das Organizações

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Gerenciamento Comportamental das Organizações (OBM: Organizational Behavior Management) consiste em uma abordagem de gestão baseada na aplicação da análise do comportamento em contextos organizacionais. O termo é utilizado, de forma ampla, para descrever a Análise Aplicada do Comportamento dentro das organizações.

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[editar] Aplicações

O gerenciamento comportamental das organizações tem suas intervenções divididas em três níveis:

  1. Nível organizacional (Desenvolvimento organizacional, organização e métodos para minimizar burocracia, etc.)
  2. Nível de processos (Recrutamento & Seleção, Cargos e Salários, Segurança do Trabalho, orientação para recolocação profissional, elaboração de currículo, etc.)
  3. Nível de comportamento (Avaliação de Desempenho, Motivação de Pessoal, etc.)


Em todos os níveis de aplicação da ciência do comportamento ao gerenciamento do comportamento organizacional, encontramos unidades de analises baseadas nas tradicionais determinantes do comportamento (Níveis filogenéticos, ontogenéticos e culturais) e nas unidades de analises funcionais ( Tríplice contingência, Metacontingência, etc).

[editar] Contexto Profissional

As organizações estão vivenciando importantes processos de mudanças nem sempre iniciados dentro da própria estrutura da empresa, mas em grande escala, evocada pela necessidade de competir e sobreviver num mercado cada vez mais dinâmico, globalizado e principalmente exigente nos quesitos de qualidade e atendimento.

As exigências do mercado levaram as organizações a modificarem a sua estrutura e o seu enfoque, antes investido no produto e na tecnologia, na organização e burocracia, na produção em massa e economia de escala, enfatizando a mão de obra e a supervalorização do chefe que esta no topo da "pirâmide", Hoje concentra-se no cliente em primeiro lugar e no mercado, nos negócios/empreededorismo, na manufatura flexível /pequenos lotes, valorizando-se a pessoa e estimulando o reconhecimento do trabalho em grupo.

Neste contexto, a área da Psicologia Organizacional vem desenvolvendo, ao longo dos anos metodologias de pesquisa e técnicas de intervenção com o objetivo de dar suporte à administração e gestão das pessoas nas Organizações: Propondo programas de treinamento e capacitação, sistemas de remuneração, pesquisas de mercado, recrutamento e seleção de perfis para este novo cenário, técnicas para desenvolver a qualidade total, analises funcionais de grupos e indivíduos buscando funcionalidade entre comportamentos, dentre outras estratégias.

Dentre as fundamentações teóricas que compartilham o campo de psicologia organizacional e do trabalho, o Gerenciamento Comportamental de Organizações, que aplica idéias Skinnerianas do Behaviorismo Radical a análise de comportamentos nos cenários organizacionais, tanto públicas, quanto privadas, baseando-se principalmente, nas interações comportamentais (Sujeito-ambiente) e nos efeitos diretos ou indiretos que estes comportamentos têm sobre aquilo que a empresa realiza ou produz, objetiva fornecer a Gestores, Executivos e Empreendedores, subsídios para atingir os novos objetivos organizacionais via gerenciamento do comportamento de Recursos Humanos.

No Brasil, as abordagens psicodinâmicas da psicologia, ainda detém grande fatia de atuação nos RHs de empresas, porém, podemos observar que novas ferramentas de gestão de pessoas, presentes em congressos e associações de Administração de Recursos Humanos, já apontam grande afinidade com o Behaviorismo Radical: Gestão e Seleção por competência, por exemplo.

No link: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=230 , podemos acessar grandes referências bibliográficas indicadas pela OBM (Organizational Behavior Managment) de Analistas do Comportamento relatando práticas em organizações. De fato, mesmo com "menor" fatia de mercado, a ciência do comportamento está trazendo ao ambiente organizacional, com sua metodologia de sujeito único, Linha de Base e analise funcional do comportamento, grandes possibilidades para que Empreendedores tenham acesso ao manejo de comportamentos de sujeitos e grupos de maneira que possam direcionar a relação colaborador-empresa (sujeito-ambiente) a ganho de benefícios (Reforçadores) para ambas as partes.

Novos autores, a exemplo de Caio Miguel, Eduardo Alencar, Giuliano Garbi,[http://lattes.cnpq.br/8148849473775511 Lívia Aureliano], Silvio Botomé, Nicodemos Borges, dentre outros, veêm investindo em publicações e descrição de práticas da Analise do Comportamento aplicado a Organizações nos níveis acima citados (Organizacionais, processos e trabalho).

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